
O Instituto Fraunhofer de Energia Eólica e Engenharia de Sistemas de Energia (IEE) está testando um novo conceito de armazenamento de energia esférico no fundo do mar. O projeto, chamado “Stensea” (Stored Energy in the Sea), utiliza esferas ocas submersas que armazenam energia por meio de armazenamento hidroelétrico bombeado.
De acordo com a instituição, as esferas ocas de concreto pesam 400 toneladas e contam com 9 metros de diâmetro. Elas devem ser posicionadas a uma profundidade de 500 a 600 metros.
O IEE espera usar o método para armazenar grandes quantidades de energia de forma sustentável, com uma capacidade estimada de até 20 MWh por esfera.
De acordo com a empresa, o sistema leva a técnica usada atualmente em hidrelétricas para o ambiente subaquático, aproveitando a pressão do ambiente para armazenar energia.
“As usinas hidrelétricas reversíveis são particularmente adequadas para armazenar eletricidade por várias horas a alguns dias. No entanto, seu potencial de expansão é severamente limitado em todo o mundo. Portanto, estamos transferindo seu princípio de funcionamento para o fundo do mar – as restrições naturais e ecológicas são muito menores lá. Além disso, a aceitação pelos cidadãos provavelmente será significativamente maior”, explica o Dr. Bernhard Ernst, Gerente Sênior de Projetos do Fraunhofer IEE.
A capacidade e o desempenho do armazenamento esférico dependem principalmente de dois fatores: o volume das esferas e a coluna de água que as pressiona. Os especialistas do Fraunhofer IEE calcularam que profundidades de água de 600 a 800 metros são locais ideais do ponto de vista econômico.
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