Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

ESO registra foto da Nebulosa da Chama “pegando fogo” na constelação Órion

ESO registra foto da Nebulosa da Chama “pegando fogo” na constelação Órion

Uma imagem sensacional foi divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), mostrando a Nebulosa da Chama, parte da constelação de Órion, bem… ”em chamas”.

A imagem tirada pelo telescópio parece mostrar um inferno incandescente, mas na verdade é apenas um grande volume de poeira cósmica e gás – dois fatores comuns na região e que são objetos essenciais para o nascimento e evolução de estrelas.

“Como os astrônomos costumam dizer, sempre que um novo telescópio ou instrumento aparece, observe Orion: sempre haverá algo novo e interessante para ser descoberto [lá]”, disse Thomas Stanke, ex-astrônomo do ESO e autor primário de um estudo sobre a região, via comunicado divulgado no site do telescópio.

Apenas para fins de localização, a região que você procura está no lado esquerdo da imagem.

A região de Orion é bastante importante para a astronomia, justamente por ser nela que está localizado o “Complexo de Nuvens Moleculares de Orion”, uma área posicionada em algum lugar entre 1,3 mil e 1,6 mil anos-luz da Terra e que, diz o comunicado, serve como ponto de origem a planetas e estrelas de variados tipos.

Apesar da aparência incandescente, a Nebulosa da Chama é, na verdade, bastante fria. Na verdade, é tão fria que quase toca o chamado “zero absoluto” (-273 ºC). Os efeitos de cor e brilho também têm explicação: a estrela Alnitak (ζ Ori)  emite grande quantidade de luz ultravioleta na nebulosa, o que derruba elétrons das nuvens de hidrogênio localizadas dentro dela. Esses elétrons eventualmente se recombinam com o hidrogênio ionizado, resultando no show visual que você vê na imagem acima (que também mostra as nebulosas reflexivas NGC 2071 e NGC 2023, bem como a icônica Nebulosa Cabeça de Cavalo).

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