Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Espada quebrada de 1.800 anos pertencente a guerreiro é encontrada por exploradores 

Espada quebrada de 1.800 anos pertencente a guerreiro é encontrada por exploradores 

Um grupo de exploração com detectores de metais procurava artefatos da Segunda Guerra Mundial em uma floresta na Polônia quando tropeçaram em algo mais antigo. Ao desenterrarem o objeto, acabaram encontrando uma espada de quase dois mil anos quebrada em três pedaços devido a um ritual dos germânicos ancestrais.

A arma pode ter sido uma oferenda fúnebre para um membro falecido do povo vândalo. Eles eram uma tribo conhecida por saquear Roma no século V.

Os exploradores fazem parte da Associação Inventum, um clube de interessados por história. Sua descoberta ocorreu no Jura, uma região montanhosa coberta por florestas no sul da Polônia.

Uma análise preliminar feita por especialistas do Museu Częstochowa, próximo ao local, sugere que a arma era uma espada de dois gumes. Esse tipo de lâmina era larga e mais comumente usada pelos guerreiros germânicos montados a cavalo durante os séculos finais do Império Romano.

Do século III a.C. até o século V d.C., pessoas da cultura Przeworsk habitavam a Polônia, o que incluía os vândalos. “A espada pertencia a uma pessoa influente das tribos vândalas”, disse Mariusz Włudarz, presidente da Associação Inventum, ao site Live Science.

Armas propositalmente danificadas, como espadas tortas ou quebradas, lâminas entalhadas e escudos achatados, são frequentemente encontradas em túmulos dos Przeworsk. Os historiadores acreditam que essa prática pode ter se originado com os celtas e se chamava de matança ritual ou sacrifício de armas. 

Compartilhe