
Para humanos, espirros são associados a algo ruim. Gripe, resfriado, alergia… mas não para as estrelas. Astrônomos descobriram a existência de “espirros estelares” em um conjunto de estrelas bebês. A conclusão é que isso não é nada ruim: o fenômeno é essencial para que os corpos celestes menores possam se desenvolver.
Os “espirros”, na verdade, são parte essencial do desenvolvimento das protoestrelas (um protótipo de estrela, ou seja, que possivelmente virá a se tornar uma).
Primeiro, temos que entender a composição e o processo de formação das estrelas:
Quando a estrela finalmente se forma, o campo magnético ao redor delas é muito maior do que o das protoestrelas. No entanto, isso já não é mais necessário para sua formação (afinal, a estrela já está formada) e precisa ser expelido.
É aí que entram os “espirros”: uma tentativa das estrelas bebês de expelir energia indesejada, auxiliando no seu próprio desenvolvimento.
A descoberta dos “espirros” foi feita por uma equipe de cientistas da Universidade de Kyushu, no Japão. Eles usaram o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) para estudar os discos de gás e poeira ao redor das estrelas bebês.
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