
Um esqueleto localizado dentro do Grande Tumulus de Vergina, no norte da Grécia, onde estão enterrados Alexandre, o Grande e sua família, pode não ser parente do importante líder militar da antiguidade. Pelo menos é isso o que revela um novo estudo.
De acordo com o trabalho, os restos mortais pertencem a um membro da realeza macedônia ainda desconhecido. Este misterioso homem teria morrido pelo menos 20 anos antes do assassinato do pai de Alexandre.
A descoberta foi feita usando uma combinação de datação por radiocarbono, análise genética e isotópica e observações osteológicas. Dessa forma, os autores do estudo determinaram que o homem desconhecido tinha entre 25 e 35 anos quando morreu.
Além disso, descobriu-se que os ossos de um bebê dentro da tumba pertenciam a pelo menos seis recém-nascidos diferentes, todos enterrados vários séculos depois. Datados de 150 a.C. a 130 d.C., eles são da época romana.
Com base nessas conclusões, os pesquisadores afirmam que “sugestões anteriores de que os restos mortais pertencem a Filipe II” não são cientificamente sustentáveis. No entanto, ainda não se sabe a quem pertence aquele esqueleto.
Dada a natureza luxuosa do túmulo, os cientistas afirmam que “o enterro masculino deve ter sido o de um indivíduo de alto status”. Ele pode ter sido um rei que morreu quando ainda era jovem, por exemplo. A única certeza é a de que foi enterrado várias décadas antes do assassinato do pai de Alexandre, o Grande.
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