Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de setembro de 2025 · 2 min de leitura ·

Essas criaturas não têm olhos, mas enxergam – e a ciência agora sabe como

Essas criaturas não têm olhos, mas enxergam - e a ciência agora sabe como

Um estudo realizado pela Escola de Pós-Graduação em Ciências da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, pode mudar tudo o que os cientistas entendiam sobre como as proteínas responsáveis pela visão (as opsinas) funcionam.

Pesquisando recifes de coral, os cientistas perceberam que eles conseguem mudar a forma como captam a luz: às vezes são mais sensíveis à luz ultravioleta, outras vezes à luz visível, e isso acontece porque aproveitam íons de cloreto presentes no ambiente.

Já no caso das opsinas animais, como as que temos nos olhos, “um aminoácido com carga negativa atua como um contraíon para permitir a absorção da luz visível”, explica matéria no Interesting Engineering.

Cientistas descobriram um mecanismo que mostra como os corais, mesmo sem olhos, conseguem perceber a luz ao redor e reagir a ela, ajustando-se à luminosidade do ambiente.

De acordo com eles, essa capacidade pode ajudar a entender melhor como os recifes de corais estão lidando com as mudanças climáticas, como, por exemplo os efeitos da acidificação dos oceanos provocada pela alteração do pH da água.

O estudo, publicado na revista ELife, conduzido pela Universidade Metropolitana de Osaka analisou como o coral Acropora tenuis, também conhecido como Yellow Aussie ou Tenuis Australiana, consegue detectar a luz e responder às transformações no ambiente marítimo.

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