Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Esse povo mostra que o ser humano continua evoluindo

Esse povo mostra que o ser humano continua evoluindo

Milhares de anos após o surgimento das primeiras civilizações humanas, continuamos a evoluir. Nem todos os ambientes do mundo são propícios para a vida humana, mas, curiosamente, seguimos nos adaptando ao longo de gerações.

Um exemplo notável disso está ocorrendo no Planalto Tibetano. Ali, onde o oxigênio é escasso, os corpos dos habitantes desenvolveram adaptações que lhes permitem prosperar em um local onde muitos outros enfrentariam dificuldades respiratórias.

Em um estudo recente da Case Western Reserve University, pesquisadores analisaram modificações no organismo de 417 mulheres, entre 46 e 86 anos, que vivem no Nepal, avaliando a porcentagem de nascidos vivos neste grupo.

Os detalhes do estudo, que mostram como essas mulheres estão desenvolvendo características únicas de sobrevivência, foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Para entender como o corpo humano está evoluindo, os pesquisadores avaliam uma série de fatores que compõem o que a ciência chama de aptidão evolutiva. Um dos mais importantes é o sucesso reprodutivo, ou seja, a capacidade de transmitir traços e características para as próximas gerações.

As características de sobrevivência são mais prováveis de serem encontradas em mulheres que enfrentam o estresse da gravidez em um ambiente desfavorável e conseguem dar à luz bebês vivos. Esses filhos provavelmente herdam os traços que aumentam suas chances de sobrevivência e, posteriormente, também os transmitirão, garantindo a continuidade e adaptação das futuras populações.

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