
O ano de 2024 tem tudo para ser ainda mais quente do que 2023 (que quebrou o recorde de calor da história do planeta). A projeção é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), que voltou a alertar para os impactos do aquecimento global.
O relatório anual da OMM, que leva em conta várias bases de dados reconhecidas, confirmou que 2023 foi, “de longe”, o ano mais quente entre os registrados. Segundo a organização, a temperatura média anual em 2023 foi 1,45°C acima dos níveis da era pré-industrial (1850-1900).
Onúmero é um pouco menor que a estimativa do observatório europeu do clima Copernicus. Em seu balanço divulgado na terça-feira (9), o órgão informou que o ano passado teve um aumento de 1,48°C em relação aos níveis pré-industriais.
O Acordo de Paris estabeleceu como meta limitar o aquecimento global a 1,5°C. Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as ações da humanidade estão queimando a Terra.
2023 foi apenas uma prévia do futuro catastrófico que nos aguarda se não agirmos agora. Devemos responder aos recordes de aumento de temperatura com ações inovadoras. Ainda podemos evitar o pior da catástrofe climática. Mas somente se agirmos agora com a ambição necessária para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e promover a justiça climática.
De acordo com a Noaa, a temperatura global na superfície em 2023 foi 1,18°C superior à média do século 20. Também ficou 0,15°C acima do registrado em 2016, que levava o título de ano mais quente já registrado. A temperatura subiu especialmente no Ártico, no norte da América do Norte, na Ásia Central, no Atlântico Norte e no leste do Pacífico tropical, indicou o relatório.
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