Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Estranho cristal de Wigner foi visto pela primeira vez

Estranho cristal de Wigner foi visto pela primeira vez

Há cerca de 90 anos, o físico teórico Eugene Wigner apontou que os elétrons livres poderiam se organizar em uma estranha forma de matéria, onde não existe nenhum átomo e uma rede cristalina se forma a partir da repulsão dessas partículas. No entanto, essa formação peculiar, conhecida como Cristal de Wigner, nunca havia sido observada, pelo menos não até agora.

Cristais são definidos pela forma que átomos se ligam uns aos outros formando um padrão repetitivo no espaço. Em 1934, Wigner propôs que os elétrons poderiam se organizar de forma semelhante, auxiliados pela repulsão das cargas negativas dessas partículas.

O físico apontava em sua teoria, que em condições de baixa temperatura e densidade, a repulsão entre os elétrons deveria fazer com que sua energia potencial dominasse sua necessidade de aproximação e fizesse com que essas partículas se arranjassem em uma rede semelhante a cristais. A partir disso eles se comportariam como a mecânica quântica, com os elétrons ligados agindo como uma onda individual. 

Desde que foi proposta a ideia dos cristais de Wigner, diversos experimentos comprovaram indiretamente sua existência, mas as evidências diretas mostram-se difíceis de serem achadas.

Existem literalmente centenas de artigos científicos que estudam estes efeitos e afirmam que os resultados devem ser devidos ao cristal Wigner, mas não podemos ter a certeza, porque nenhuma destas experiências realmente vê o cristal.

Em uma nova pesquisa, publicada recentemente na Nature, os pesquisadores Yen-Chen Tsui, Minhao He e Yuwen Hu, da Universidade de Princeton, conceberam uma experiência em que esperavam finalmente conseguir observar diretamente os cristais de Wigner, e os resultados foram promissores.

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