Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Estrela binária incomum produz a nova mais rápida já registrada

Estrela binária incomum produz a nova mais rápida já registrada

São denominadas “novas” as explosões súbitas de luz ocasionadas pela liberação de energia por anãs brancas que compõem um sistema estelar binário junto com uma estrela companheira. Um estudo publicado nesta quarta-feira (15), no Research Notes of the American Astronomical Society, relata o que os astrônomos estão considerando a nova mais rápida já observada.

Segundo o site Phys, o evento incomum chamou a atenção dos cientistas para uma estrela ainda mais incomum. À medida que a estudam, eles podem encontrar respostas não apenas para os muitos traços anômalos da nova, mas para questões maiores sobre a química do nosso sistema solar, a morte das estrelas e a evolução do universo.

Cada nova é criada por uma anã branca — o núcleo muito denso da sobra de uma estrela — e uma estrela companheira próxima. Com o tempo, a anã branca absorve matéria da vizinha e aquece esse material, causando uma reação descontrolada que libera uma explosão de energia a altíssimas velocidades. Esse processo costuma durar entre uma e duas semanas, normalmente.

No entanto, em 12 de junho de 2021, a nova denominada V1674 Hércules estourou de forma tão brilhante que era visível a olho nu. Em pouco mais de 24 horas, esse brilho desapareceu por completo, tornando esta a nova mais rápida da história das observações astronômicas.

“A nova mais rápida anterior foi uma que estudamos em 1991, V838 Hércules, que declinou em cerca de dois ou três dias”, disse Sumner Starrfield, astrofísico da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade de Minnesota (ASU), principal autor do artigo.

Mais do que ser a mais veloz de todas, a nova V1674 Hércules tem uma característica incomum. Segundo os pesquisadores, sua luz e a energia que ela emana pulsam como o som de um sino reverberante. A cada 501 segundos, há uma oscilação que os observadores podem ver tanto em ondas de luz visível quanto em raios-X. 

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