
Uma estrela morta marcada por detritos planetários foi descoberta por astrônomos. A cicatriz de metal apareceu na superfície de uma anã branca que se comporta como uma espécie de zumbi cósmico, consumindo planetas ao seu redor.
É bem-sabido que algumas anãs brancas estão canibalizando pedaços dos seus sistemas planetários. Agora descobrimos que o campo magnético da estrela desempenha um papel fundamental neste processo, resultando numa cicatriz na superfície
Segundo Jay Farihi, membro da equipe e Professor da University College London (UCL), a marca de metal se originou de um fragmento planetário com cerca de 500 quilômetros de diâmetro, tamanho que corresponde ao segundo maior asteroide já visto no nosso Sistema Solar.
Estas anãs brancas podem então agregar mais corpos nos seus sistemas, como planetas e asteroides próximos não destruídos na fase de gigante vermelha. Os astrônomos inclusive já observaram anãs brancas poluídas por metais, algo que ocorre quando os corpos se aproximam demais das estrelas mortas.
A nova observação, entretanto, é diferente. O material agregado parece ter se concentrado em apenas uma região, como se fosse uma cicatriz, em vez de aparecer disperso pela superfície da estrela. Além disso, as alterações estão sincronizadas com o campo magnético da estrela WD 0816-310, o que sugere que a sua cicatriz metálica fica em um dos polos.
Esta cicatriz é uma mancha concentrada de material planetário mantida no lugar pelo mesmo campo magnético que guiou os fragmentos em queda. Nada assim foi visto antes.
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