
Zeta Ophiuchi é uma estrela localizada a pouco mais de 365 anos-luz de distância da Terra. Com 2,57 de magnitude visual aparente, ela é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Ofiúco (ou Serpentário).
Seu ciclo de vida começou como um típico corpo estelar de cerca de vinte vezes mais massa do que o Sol, que orbitava uma grande estrela companheira em um sistema binário. Até que, há aproximadamente um milhão de anos, sua parceira explodiu em uma supernova.
Segundo o site Phys, a explosão fez com que a Zeta Ophiuchi passasse a transitar aceleradamente através do espaço interestelar. Como a supernova também expeliu as camadas externas da estrela companheira, a protagonista dessa história cruza constantemente com o gás remanescente da falecida, o que provoca a formação de um belíssimo arco cósmico sobre ela. E isso é uma ótima notícia para os astrônomos, como mostra um estudo publicado recentemente na revista Astronomy & Astrophysics.
Conforme observado pela equipe composta por cientistas do Reino Unido e da Rússia, ao navegar pelo gás interestelar, a estrela Zeta Ophiuchi criou ondas de choque aquecidas que brilham em qualquer meio de observação, desde a luz infravermelha até raios-X.
A física dessas ondas de choque é regida por um conjunto de equações matemáticas conhecidas como Magnetoidrodinâmica, que descreve o comportamento dos gases fluidos e seus campos magnéticos circundantes.
Eles explicam que modelar essas equações já é complicado o bastante, mas quando há um movimento turbulento, como ondas de choque, as coisas ficam ainda piores. É por isso que Zeta Ophiuchi é tão importante. “Uma vez que temos uma visão tão grande de sua onda de choque, podemos comparar nossas observações com simulações de computador”, diz o artigo.
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