
Estima-se que a Via Láctea tem quase 400 bilhões de estrelas. Levando-se em conta que há outras centenas de bilhões de galáxias no universo, podemos considerar a existência de mais de 10 sextilhões de estrelas no céu.
Recentemente, o Olhar Digital noticiou que a Agência Espacial Europeia (ESA), por meio da missão Gaia, produziu o mais detalhado mapa 3D da Via Láctea. Para obter tanto esse quanto outros gráficos de localização já elaborados, os astrônomos enfrentaram o mesmo problema: as supergigantes vermelhas.
Isso porque esse tipo de estrela tem um comportamento que dificulta sua delimitação exata: elas borbulham e espumam tanto que parecem dançar ao redor de sua posição no espaço. Segundo o site Phys, essa oscilação é uma característica dessas estrelas antigas, não uma anomalia.
Não é à toa que elas recebem a nomenclatura de “supergigantes”. Essas estrelas são imensas: têm de 700 a mil vezes o diâmetro solar e pelo menos oito vezes a massa do Sol – no entanto, são mais frias do que o astro.
As supergigantes são muito mais brilhantes em luz infravermelha, mas mais escuras em luz visível, do que outras estrelas. Elas também variam em seu brilho, o que (para algumas delas) pode estar relacionado a esse movimento de dança.
Segundo os pesquisadores, essas estrelas se expandem tanto que acabam atingindo uma gravidade superficial muito baixa. Por causa disso, suas células convectivas (as estruturas que transportam calor de dentro para a superfície) ficam muito grandes, chegando a ocupar quase 30% do raio da estrela e “interromper” seu brilho.
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