
Esta é para os “gateiros” de plantão. Segundo um novo estudo, ao longo dos últimos 10 mil anos ou mais, desde que se iniciou o processo de domesticação dos gatos, os cérebros desses felinos vêm ficando gradualmente menores.
Conforme destaca o site Live Science, esse achado pode levar a novas percepções importantes sobre como se dá a evolução dos animais quando começam a ser mantidos regularmente por seres humanos.
Para chegar aos resultados, publicados em um artigo científico na revista Royal Society Open Science, os pesquisadores compararam o tamanho dos crânios (um indicador do tamanho do cérebro) de gatos domésticos (Felis catus) com os de gatos selvagens da Europa (Felis silvestris) e África (Felis lybica).
A equipe também analisou híbridos de gatos selvagens e domésticos, descobrindo que seus tamanhos cerebrais estão entre as medidas dos outros dois grupos – outra indicação de que é a domesticação que está levando às mudanças.
“Nossos dados indicam que os gatos domésticos, de fato, têm volumes cranianos menores (implicando cérebros menores) em relação tanto aos gatos selvagens europeus quanto aos ancestrais selvagens dos gatos domésticos, os gatos selvagens africanos”, explicam os pesquisadores em seu novo artigo. “Descobrimos ainda que híbridos de gatos domésticos e gatos selvagens europeus têm volumes cranianos que se agrupam entre os das duas espécies-mãe”.
O tamanho do cérebro dos gatos tem sido investigado desde as décadas de 1960 e 1970, e essa tendência de cérebros menores aparecendo em animais domesticados também tem sido observada em ovelhas, cães e coelhos.
Entre para comentar.