
Em toda a vastidão da Via Láctea, planetas conhecidos como “sub-Netunos” são muito comuns, embora sejam raros aqui no Sistema Solar. Esses mundos têm tamanhos entre o da Terra e o do gigante gelado Netuno.
Estudos revelam que entre 30% e 50% das estrelas semelhantes ao Sol possuem pelo menos um desses sub-Netunos em órbita, mas medir suas densidades tem sido um desafio para os cientistas que estudam exoplanetas.
Dependendo da técnica utilizada para medir essas densidades, os sub-Netunos parecem se dividir em duas categorias distintas: os “inchados” e os “não inchados”. A questão central é se essas diferenças refletem realmente duas populações diferentes de sub-Netunos ou se são condicionadas às técnicas de medição utilizadas.
Recentemente, uma pesquisa conduzida pela Universidade de Genebra (UNIGE) e pela Universidade de Berna (UNIBE), ambas na Suíça, sugere que existem, de fato, duas famílias fisicamente distintas de sub-Netunos. Curiosamente, os inchados tendem a estar em ressonância com outros planetas em seus sistemas.
Quando planetas estão em ressonância, significa que eles completam suas órbitas em períodos de tempo específicos que formam relações matemáticas simples. Um exemplo notável desse fenômeno é o sistema planetário do HD 110067, localizado a 100 anos-luz da Terra.
Nesse sistema, seis sub-Netunos dançam em torno de sua estrela numa coreografia cósmica precisa: o planeta mais interno completa uma órbita a cada 9,1 dias terrestres, enquanto o mais externo faz isso a cada 54,7 dias. Esses planetas estão em uma ressonância notável de 6:1, onde para cada órbita do planeta mais externo, o planeta interno completa seis.
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