Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Estudo diz que Malária pode ter moldado evolução humana

Estudo diz que Malária pode ter moldado evolução humana

A malária, considerada uma das doenças mais letais da história da humanidade, pode ter desempenhado um papel fundamental na evolução dos seres humanos.

É o que sugere um novo estudo do Instituto Max Planck de Geoantropologia da Universidade de Cambridge (Inglaterra), que aponta a doença como fator determinante para onde nossos ancestrais podiam ou não se estabelecer.

A pesquisa, publicada na Science Advances, desafia a antiga teoria de que o Homo sapiens evoluiu a partir de um único grupo isolado na África. Um número crescente de evidências indica que nossa espécie surgiu da mistura de várias populações espalhadas pelo continente, mas até agora não se sabia o que mantinha esses grupos separados ou motivava seus deslocamentos.

Anteriormente, acreditava-se que os primeiros humanos simplesmente seguiam os padrões climáticos em suas migrações. No entanto, o novo estudo revela que a malária também influenciou significativamente onde eles podiam viver e onde não podiam.

“Ao fragmentar as sociedades humanas pelo território, a malária contribuiu para a estrutura populacional que vemos hoje. O clima e as barreiras físicas não foram as únicas forças que moldaram o local onde as populações humanas podiam viver”, explicou Andrea Manica, da universidade britânica e um dos autores principais do estudo.

No estudo, os pesquisadores analisaram se a malária induzida pelo parasita Plasmodium falciparum moldou a escolha do habitat por humanos entre 74 mil e cinco mil anos atrás, período este vital que veio antes da dispersão humana para além da África e antes de a agricultura alterar, de forma drástica, como a malária é transmitida.

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