
Depois de quase 13,8 bilhões de anos em constante expansão, o universo poderia estar próximo de parar de dilatar e, lentamente, começar a se contrair. É o que sugere uma pesquisa conduzida por cientistas dos EUA e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Nesse estudo, três cientistas tentam modelar a natureza da energia escura — uma força misteriosa que parece fazer com que o universo se expanda cada vez mais rápido — com base em observações passadas de expansão cósmica.
De acordo com o modelo formulado pela equipe, a futura contração do universo seria atribuída a um fenômeno chamado quintessência, uma força constante que pode decair com o tempo e que foi teorizada em 1998, em um artigo publicado no periódico científico Physical Review Letters.
Segundo os pesquisadores, a aceleração do universo pode acabar rapidamente nos próximos 65 milhões de anos. Então, dentro de 100 milhões de anos, ele poderia parar de se expandir completamente, e começar a entrar em uma era de contração lenta até desaparecer — ou, talvez, renascer.
“Em uma escala cósmica, 65 milhões de anos é notavelmente curto”, disse o coautor dos dois estudos, Paul Steinhardt, diretor do Centro de Ciência Teórica na Universidade de Princeton, em Nova Jersey, EUA.
Para Gary Hinshaw, professor de física e astronomia da Universidade da Colúmbia Britânica, que não tem envolvimento com as pesquisas, essa teoria é bastante plausível. No entanto, como o modelo depende apenas de observações passadas de expansão — e porque a natureza atual da energia escura no universo é um mistério — as previsões neste artigo são impossíveis de testar. “Por enquanto, eles só podem criar teorias”, disse Hinshaw em entrevista ao site Live Science.
Entre para comentar.