Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Estudo encontra primeira evidência de infecção respiratória em um dinossauro

Estudo encontra primeira evidência de infecção respiratória em um dinossauro

Restos fossilizados de um diplodocídeo, um grande dinossauro saurópode herbívoro de pescoço longo, como o Brontossauro, podem fornecer a primeira evidência de uma infecção respiratória única nesse tipo de animal, de acordo com um estudo publicado na Scientific Reports nesta quinta-feira (10). 

O espécime, que ganhou o apelido de “Dolly”, foi descoberto no sudoeste de Montana, nos EUA, e remonta ao Período Jurássico Tardio da Era Mesozoica (aproximadamente 150 milhões de anos atrás). 

Cary Woodruff, paleontólogo do Museu dos Dinossauros das Grandes Planícies, no município de Malta, liderou uma equipe que examinou três das vértebras cervicais (os ossos do pescoço) de Dolly e identificou saliências ósseas anormais nunca antes vistas, com uma forma e textura incomuns. 

Essas saliências estavam localizadas em uma área de cada osso onde teriam sido penetradas por sacos cheios de ar. Esses sacos de ar teriam se ligado aos pulmões de Dolly e formado parte do complexo sistema respiratório do dinossauro. 

Imagens de tomografias das saliências irregulares revelaram que provavelmente as saliências se formaram em resposta a uma infecção. “Todos nós experimentamos esses mesmos sintomas: tosse, dificuldade para respirar, febre, etc. E aqui está um dinossauro de 150 milhões de anos que provavelmente se sentiu tão mal quanto todos nós quando estamos resfriados”.

Segundo os pesquisadores, a infecção respiratória em Dolly acabou se espalhando pelas vértebras do pescoço através dos sacos de ar e causando o crescimento ósseo irregular. Eles especulam que essa infecção respiratória pode ter sido causada por uma infecção fúngica semelhante à aspergillose, uma doença respiratória comum que afeta aves e répteis atualmente e pode levar a infecções ósseas. 

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