
Um estudo publicado nesta quarta-feira (8) na revista Genome Biology and Evolution mapeia pela primeira vez como os animais aquáticos do gênero Hydra conseguem regenerar suas próprias cabeças. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia Irvine (UCI), analisou como esses animais mudam a forma como seus genes são regulados.
Existem mais de 10 mil espécies do gênero Hydra, divididas em dois grupos principais: Anthozoa (composto pelas anêmonas do mar, corais e penas do mar) e Medusozoa (vespas do mar, água-viva e hidra).
Esses animais, que vivem em regiões temperadas e tropicais, são comumente considerados biologicamente imortais, uma vez que suas células-tronco têm uma capacidade de autorrenovação ilimitada.
Enquanto algumas espécies de animais têm a capacidade de regeneração do corpo inteiro, outros conseguem renovar apenas determinada parte. A extensão em que os genes e as redes regulatórias de genes que conduzem a regeneração variam entre as espécies permanece amplamente inexplorada.
Estudos anteriores encontraram evidências de regulação dos animais Hydra por várias vias de desenvolvimento, tendo sido descobertos vários genes associados à regeneração da cabeça desses seres.
Para entender os mecanismos que controlam a regeneração da cabeça dos Hydra, os pesquisadores primeiro identificaram 27.137 elementos que estão ativos em uma ou mais seções do organismo ou tecido em regeneração.
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