
O jovem Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros tempos do Sistema Solar. Um estudo sugere que um planeta rochoso com cinco a dez vezes a massa da Terra teria deixado marcas químicas capazes de ajudar a explicar características ainda sem resposta na estrela.
Para chegar a essa hipótese, pesquisadores compararam modelos de evolução solar com observações do interior e da superfície do Sol. A possibilidade também se encaixa na ideia de que o Sistema Solar primordial abrigava mais planetas do que os conhecidos atualmente.
A formação do Sistema Solar pode ter envolvido mais mundos do que os oito planetas conhecidos hoje. Theia, um planeta do tamanho de Marte, atingiu a Terra e participou da formação da Lua. Também existem propostas de que Júpiter tenha expulsado um planeta grande do sistema.
Super-Terras, provavelmente rochosas e várias vezes mais massivas que a Terra, são comuns no Universo. Nenhuma é conhecida atualmente nas proximidades do Sol. Isso não impede que uma delas tenha existido ali no passado.
Nosso novo estudo sugere que um planeta várias vezes mais massivo que a Terra pode ter caído no jovem Sol e deixado uma impressão química duradoura em seu interior.
A equipe partiu de diferenças entre os modelos do interior solar e as observações. A helioseismologia, que estuda como as ondas sonoras se movimentam dentro do Sol, permite investigar suas camadas mais profundas.
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