Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Estudo investiga a evolução da placenta nos mamíferos

Estudo investiga a evolução da placenta nos mamíferos

Com exceção do ornitorrinco e equidna, mamíferos são animais que geram seus descendentes em uma placenta. A maior dificuldade dos cientistas para estudar a evolução desse e outros órgãos e tecidos moles é que eles não deixam tantas evidências fósseis como ossos e dentes.

Agora, em uma nova pesquisa, os estudiosos usaram padrões de expressão gênica, chamados transcriptômica, para investigar as origens da placenta. O órgão muda entre os mamíferos, com as placentas humanas sendo mais invasivas, ocupando toda a parede do útero até o tecido materno e em outros apenas tocando a parede uterina.

Assim, Vincente J. Lynch, professor associado de ciências biológicas da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Buffalo se perguntou: que tipo de placenta eram placentas precoces. Com os padrões de expressão gênica, o autor sênior e seus colegas reconstruíram a evolução do órgão para entender como era a do último ancestral comum de mamíferos eutérios.

“Nossos dados nos dizem que essa placenta era invasiva e que as placentas não invasivas evoluíram várias vezes entre os mamíferos. Isso aborda um mistério de 150 anos: as pessoas vêm debatendo que tipo de placenta era a primeira desde então”, emendou o professor.

Além dos dois animais citados no começo, que são monotremados, há ainda os marsupiais como exceções da placenta sendo vital em gestações longas, auxiliando o desenvolvimento do feto. O órgão também evoca uma resposta fisiológica da mãe muito forte.

A pesquisa de Lynch, junto a Katelyn Mika, estudante de pós-doutorado em genética humana e biologia e anatomia do organismo na Universidade de Chicago, Camilla M. Whittington e Bronwym M. McAllan, da Universidade de Sydney, foi publicado na eLife, na última quinta-feira (30).

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