Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Estudo: países emergentes fazem melhor o ‘dever de casa’ contra mudanças climáticas

Estudo: países emergentes fazem melhor o 'dever de casa' contra mudanças climáticas

Países do Sul Global estão adotando tecnologias limpas de forma mais rápida do que os do Norte Global. É o que mostra um relatório da organização RMI, antigo Rocky Mountain Institute, consultoria especializada na área de sustentabilidade. 

O estudo aponta que três quartos da demanda de energia em países considerados emergentes estão no “ponto ideal” de mudança para fontes de energias renováveis.

A pesquisa leva em conta o nível de importações de combustíveis fósseis, renda, demanda de energia e recursos renováveis ​​disponíveis. Além disso, considera a porcentagem de crescimento em relação à oferta total, e não o volume absoluto de fontes limpas.

De acordo com o estudo, a tecnologia importada da China tem sido fundamental para o mercado global de transição energética. Os produtos têm ficado cada vez mais baratos, reduzindo custos de produção e impactando no valor final da energia.

Os preços dos paineis solares caíram 60% ano a ano, enquanto as baterias tiveram queda de 50%, e o lítio, 80%, segundo outra pesquisa recente do instituto. Isso igualou o custo da energia limpa com aquela produzida por combustíveis fósseis.

“Tudo isso é auxiliado pelo apoio da tecnologia chinesa que os países emergentes aplicaram com sucesso em sua própria economia. Enquanto muitos países do norte global, como Estados Unidos, Canadá e União Europeia, impuseram tarifas sobre a tecnologia chinesa, o sul global não o fez. E vemos o sul global se beneficiando pelo acesso a essa tecnologia”, diz Vikram Singh, CEO da RMI em países em desenvolvimento.

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