
Um estudo publicado na última quinta-feira (30) na revista Scientific Reports aponta que os astronautas perdem tanta massa óssea quando permanecem por longos períodos no espaço que muitos deles não recuperam mesmo depois de um ano de volta à Terra.
Segundo os pesquisadores, isso é um fator de grande preocupação para os planos ambiciosos de futuras viagens de longa duração, como as missões planejadas para Marte.
De acordo com o site Science Alert, os astronautas podem perder até 2% da densidade óssea por cada mês vivido no espaço, conforme apontam pesquisas anteriores. Isso se deve, principalmente, ao fato de que suas pernas e pés não sofrem a pressão da gravidade quando eles ficam em pé ou caminham.
Para descobrir como os astronautas se recuperam depois de pisar novamente em solo terrestre, o novo estudo monitorou os pulsos e tornozelos de 17 astronautas antes, durante e depois de uma estadia na Estação Espacial Internacional (ISS).
“A densidade óssea perdida pelos astronautas é equivalente ao quanto se danificaria ao longo de várias décadas na Terra”, disse o coautor do estudo Steven Boyd, diretor do Instituto McCaig para Saúde Óssea e Conjunta da Universidade de Calgary, no Canadá.
Segundo a pesquisa, a densidade da tíbia de nove dos astronautas não havia se recuperado totalmente após um ano na Terra – e ainda faltava cerca de uma década de massa óssea.
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