Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Estudos com astronauta no espaço ajudam a entender o envelhecimento na Terra

Estudos com astronauta no espaço ajudam a entender o envelhecimento na Terra

Com o passar dos anos, nossos músculos, ossos, olhos, ouvidos e todas as demais partes do corpo vão se deteriorando à medida que envelhecemos. Muitos pesquisadores em todo o mundo buscam formas de combate aos efeitos negativos do envelhecimento humano. 

E essas pesquisas ultrapassam os limites terrestres: reações no corpo do astronauta Matthias Maurer, da Agência Espacial Europeia (ESA), que está na Estação Espacial Internacional (ISS) há dois meses, estão sendo monitoradas para fornecer pistas sobre como enfrentar os desgastes naturais aos quais o organismo está sujeito.

Cerca de 70% dos astronautas experimentam alterações no nervo óptico durante uma longa estadia no espaço, um fenômeno conhecido como “síndrome neuro-ocular associada a voos espaciais” (SANS). Essa patologia da visão também é considerada como o risco número dois para a saúde humana durante uma missão a Marte, atrás somente da exposição à radiação.

Maurer e os tripulantes da Nasa Thomas Marshburn e Raja Chari emprestaram seus olhos para um experimento chamado Diagnóstico de Retina: uma lente ocular especial posicionada na parte de trás de um tablet permitiu que os astronautas gravassem imagens de seus olhos e as enviassem para a Terra.

Essas imagens serão usadas para treinar um modelo de Inteligência Artificial (IA) que possa detectar alterações oculares e automaticamente dar um diagnóstico. O dispositivo não só ajudará os astronautas a explorar o espaço profundo, mas também facilitará os cuidados de saúde sustentáveis aqui na Terra.

Os cientistas responsáveis pelo monitoramento de Maurer também realizam o experimento de Diagnóstico Acústico, que estuda os efeitos dos sons de fundo da ISS na audição dos astronautas.

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