Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de dezembro de 2025 · 2 min de leitura ·

EUA devem voltar à Lua ainda no mandato de Trump, diz novo chefe da NASA

EUA devem voltar à Lua ainda no mandato de Trump, diz novo chefe da NASA

O recém-nomeado administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que os Estados Unidos devem voltar à Lua ainda durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. A declaração foi feita à CNBC nesta sexta-feira (26), marcando um dos primeiros pronunciamentos públicos do executivo após sua confirmação pelo Senado.

Segundo Isaacman, a nova orientação da Casa Branca – reforçada por uma diretriz assinada por Trump já no seu primeiro dia à frente da agência – reposiciona o programa lunar como eixo central da política espacial norte-americana. Para ele, o avanço na exploração da Lua é essencial para destravar o que chama de “economia orbital”, um conjunto de atividades científicas, industriais e estratégicas que dependem da presença contínua no espaço.

“Queremos a chance de explorar e realizar o potencial científico, econômico e de segurança nacional na Lua”, disse Isaacman à CNBC. Em suas redes sociais, ele reforçou: “Nossa prioridade número um é a liderança americana no terreno mais alto do espaço”.

Our number one priority: American leadership in the high ground of space. 🇺🇸– return to the Moon 🌕 – establish an enduring presence 🧑‍🚀– realize scientific, economic, national security value 🧫– make investments in nuclear power 🔋 – strengthen the orbital economy 💵-… pic.twitter.com/efyd1K1KGM

A nomeação de Isaacman encerrou uma longa novela política. Inicialmente indicado em dezembro de 2024, ele teve a candidatura retirada por Trump em maio, após questionamentos sobre “associações anteriores” – interpretação ligada às tensões públicas entre o presidente e Elon Musk naquele período. Em novembro, porém, Isaacman voltou a ser indicado e acabou aprovado.

Empreendedor e astronauta civil (ele comandou uma missão orbital da SpaceX em 2021), Isaacman assume a NASA em um momento de forte expansão de contratos com empresas privadas, incluindo SpaceX, Blue Origin e Boeing, que integram a campanha Artemis. O programa visa preparar o retorno humano à Lua e, mais adiante, apoiar a jornada rumo a Marte.

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