
Em 16 de julho de 1945, no Novo México, em um teste realizado pelos Estados Unidos, uma bomba atômica foi explodida pela primeira vez. O experimento recebeu o codinome de Trinity e seus efeitos podem ter sido subestimados, com a precipitação se espalhando por quase todo os EUA.
De acordo com novo estudo, divulgado recentemente e que ainda precisa ser revisado por pares, a nuvem radioativa causada pela implosão de plutônio acabou indo mais longe do que um dos cientistas do Projeto Manhattan pensaram.
É difícil estipular quanto das partículas radioativas que se espalharam pelos Estados Unidos em 1945 ainda permanecem no seu local de disposição original, então o estudo documenta para onde elas foram logo depois da explosão.
A forma como a nuvem de radiação se espalhou foi observada por médicos e cientistas da época, mas eles estavam mais preocupados com os perigos radioativos imediatos.
Eles estavam cientes de que havia perigos radioativos, mas estavam pensando em risco agudo nas áreas ao redor do local de detonação imediato. Eles não estavam realmente pensando nos efeitos de baixas doses em grandes populações, que é exatamente o problema da precipitação
Nos anos seguintes, a falta de dados, principalmente de estações nacionais de meteorologia em 1945, não permitiu que estudos sobre as consequências da Trinity fossem realizados. A busca por preencher essa lacuna começou a cerca de 18 meses atrás e foi possível graças a uma pesquisa realizada pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Alcance.
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