
A Casa Branca divulgou nesta terça-feira (14) uma nova diretriz para acelerar o desenvolvimento de energia nuclear no espaço, envolvendo a NASA, o Departamento de Defesa e o Departamento de Energia. A medida estabelece metas para criação de sistemas capazes de operar em órbita e na Lua, com previsão de primeiros lançamentos a partir de 2028.
O anúncio foi feito por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia (OSTP), durante o 41º Space Symposium. Segundo ele, a iniciativa busca viabilizar uma presença contínua de robôs e humanos na Lua, em Marte e além, por meio de soluções de energia e propulsão mais duradouras.
O documento, chamado NSTM-3, tem seis páginas e estabelece uma estratégia para o governo dos Estados Unidos desenvolver e implementar reatores nucleares no espaço. A proposta prevê competições paralelas entre a NASA e o Departamento de Defesa para acelerar projetos de diferentes níveis de potência.
A NASA terá até 30 dias para iniciar o desenvolvimento de um reator de potência intermediária, com capacidade mínima de 20 quilowatts, incluindo uma versão adaptada para operação na superfície lunar. O plano também considera sistemas menores, de até 1 quilowatt, caso apresentem menor custo e risco.
Dentro de um ano, a agência deverá selecionar no máximo dois projetos para avançar. A preferência será por tecnologias que possam ser ampliadas futuramente para 100 quilowatts ou mais. A meta é iniciar testes em órbita até 2028 e ter uma versão funcional na Lua por volta de 2030.
A política destaca que o sucesso depende de colaboração entre diferentes órgãos federais. O Departamento de Defesa deverá apresentar, em até 90 dias, um relatório sobre possíveis aplicações e cargas úteis para sistemas nucleares espaciais.
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