
Os parques eólicos offshore estão se espalhando nos Estados Unidos, como parte da proposta do presidente Joe Biden de implantar 60 GW de energia eólica offshore até 2030. No entanto, as instalações podem afetar a vida marinha e a preocupação aumenta já que os mares norte-americanos são lar de uma espécie ameaçada de baleias.
Para diminuir o impacto na fauna, duas agências ambientais dos Estados Unidos começaram a usar IA para monitorar o impacto dos parques nos animais.
A Bureau of Ocean Energy Management (BOEM) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos comunicaram uma estratégia conjunta para proteger as baleias-francas do Atlântico Norte. Segundo o site Electrek, são apenas 360 delas no mundo.
A abordagem vai usar IA e monitorização acústica para rastrear onde as baleias estão em um determinado momento e, depois, analisar como a instalação das usinas e suas consequências, como o vento, as impactou.
A estratégia ainda inclui medidas para evitar a construção de parques eólicos offshore em locais onde as baleias podem estar, estabelecer limites de ruído durante a construção e desenvolver tecnologias mais silenciosas que não impactem a vida marinha.
Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.
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