Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Europeus comiam os cérebros de seus inimigos há 18 mil anos

Europeus comiam os cérebros de seus inimigos há 18 mil anos

A descoberta de restos humanos em uma caverna onde hoje fica a Polônia revelou um comportamento antigo das populações que viviam na Europa há cerca de 18 mil anos. Segundo pesquisadores, a análise de 53 ossos indicam evidências de canibalismo.

Marcas de corte e fraturas sugerem que as pessoas daquela época costumavam remover as orelhas e retirar os cérebros de seus inimigos logo após a morte. O comportamento foi batizado de “canibalismo de guerra“.

As conclusões são fruto de um trabalho de análise feito em restos mortais localizados na caverna Maszycka, um sítio arqueológico perto de Cracóvia, na Polônia. Os ossos datam do período Magdaleniano (período de 23 mil a 11 mil anos atrás) e pertenciam a pelo menos 10 pessoas, sendo seis adultos e quatro crianças.

Usando técnicas avançadas de microscopia 3D, os pesquisadores identificaram marcas de corte e fraturas em 68% dos ossos e foram capazes de descartar animais carnívoros e pisoteios acidentais como causas destes ferimentos.

Ainda foram observados cortes feitos de escalpelamento e remoção das orelhas e mandíbula, bem como fraturas ao longo das suturas cranianas que sugerem a quebra dos crânios especificamente para remover os cérebros. Todos estes sinais indicam fortemente um comportamento canibal destes povos antigos.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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