
Em 1927, Thomas Parnell, o primeiro professor de física da Universidade de Queensland, na Austrália, deu início ao que hoje em dia é conhecido como o experimento de laboratório mais longo do mundo.
Concebido como uma demonstração de materiais altamente viscosos, o experimento começou com o aquecimento do piche (resíduo da destilação de alcatrão de carvão), que foi colocado em seguida em um funil de vidro selado e, três anos depois, acomodado à forma do recipiente.
Embora isso possa parecer muito tempo para esperar que um experimento comece a funcionar, foi apenas um longo piscar de olhos considerando a duração planejada da demonstração.
Segundo consta na descrição, em 1930, Parnell cortou a haste do funil, permitindo que o líquido altamente viscoso fluísse lentamente para o fundo. Desde então, o experimento vem sendo executado de forma incrivelmente lenta. A primeira “gota” caiu oito anos após o início do processo, com mais cinco caindo nos 40 anos seguintes.
Durando já quase 100 anos, o experimento passou pela responsabilidade de vários custodiados diferentes, sendo Andrew White o atual guardião. Parnell e seu sucessor, o professor John Mainstone, morreram sem que eles mesmos vissem cair uma gota.
Há algum tempo, o trabalho está sob constante vigilância de uma webcam, o que significa que a próxima queda não vai escapar de vista. A mais recente ocorreu em 2014, conforme mostra o vídeo a seguir.
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