
A aproximação do máximo solar, quando o Sol atinge o pico de sua atividade durante o atual ciclo, está rendendo alguns eventos extremos. No último sábado (13), uma explosão solar de classe X, o grau mais intenso.
A explosão ocorreu na mancha solar AR3738 por volta das 23h34 (horário de Brasília) e foi observada pelo Observatório de Dinâmica Solar da NASA. A erupção foi tão intensa que causou um apagão nas ondas curtas de rádio em várias partes do mundo. No mapa abaixo é possível ver em vermelho os locais afetados, incluindo japão, austrália e partes da Rússia. O Brasil não foi atingido pelo evento.
Apesar disso, a explosão solar de grau X não deve causar maiores problemas. O físico solar Keith Strong disse no X (antigo Twitter), que “é improvável que haja qualquer atividade geomagnética como resultado da alta atividade solar”.
Para os amantes de auroras também é importante destacar que o evento foi curto demais para produzir uma ejeção de massa coronal (EMC). Sem a expulsão do plasma do Sol não será possível ver auroras aqui na Terra.
CME WATCH – 2024.7.14: I waited until the latest data came in about the time of the X flare and subsequently. There is no sign of any CMEs from the string of M flares and the X2 last night. So there is unlikely to be any geomagnetic activity as a result of the high solar activity pic.twitter.com/OTFRIz1YSq
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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