
Utilizando o Telescópio Espacial Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), astrônomos identificaram 55 estrelas fugitivas sendo expelidas em alta velocidade de um aglomerado jovem e compacto na Grande Nuvem de Magalhães (LMC), uma galáxia satélite da Via Láctea.
Essa é a primeira vez que tantas estrelas são observadas escapando de um único aglomerado estelar.
Chamado R136, o aglomerado em questão está localizado a aproximadamente 158 mil anos-luz de distância e contém centenas de milhares de estrelas – entre elas, as maiores já vistas, algumas com até 300 vezes a massa do Sol.
Segundo um artigo que descreve a descoberta, publicado na quarta-feira (9) na revista Nature, as estrelas fugitivas foram lançadas em duas grandes explosões nos últimos dois milhões de anos. Algumas delas estão viajando a mais de 100 mil km/h, cerca de 80 vezes a velocidade do som na Terra.
As estrelas massivas ejetadas podem, no futuro, se tornar supernovas, deixando para trás buracos negros ou estrelas de nêutrons, viajando como verdadeiros “mísseis cósmicos” a distâncias de até mil anos-luz do ponto de origem.
Liderada por Mitchel Stoop, da Universidade de Amsterdã, na Holanda, a equipe foi capaz de aumentar em dez vezes o número conhecido de estrelas fugitivas graças às observações do Gaia, um telescópio especializado em mapear a posição de bilhões de estrelas com extrema precisão.
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