Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Explosões solares não direcionadas à Terra podem atingir o planeta; saiba como

Explosões solares não direcionadas à Terra podem atingir o planeta; saiba como

Responsável pela primeira erupção de máxima potência deste ano no Sol, ocorrida há uma semana, a mancha solar AR3576 voltou a explodir na madrugada desta sexta-feira (16), produzindo uma breve, mas intensa erupção solar de classe X2.5. 

De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, a brevidade incomum do fenômeno pode ser a única razão pela qual ela não causou uma tempestade de radiação solar através do mecanismo conhecido como “espiral de Parker”. 

🌞 📰 Sun news for February 16, 2024: Bam! X flare!🤩 Departing region AR3576 erupts with a humongous flare and prominence before leaving.👏 Solar maximum shows itself, with flares and prominences all over today.🧐 MORE at EarthSky: https://t.co/xD29wLfm4e pic.twitter.com/HphiMVYLXp

A grande mancha solar AR3576 está prestes a desaparecer sobre o lado ocidental do Sol, em relação à Terra. Tal posição a torna excepcionalmente perigosa para o nosso planeta. 

Isso porque as manchas solares localizadas nessa região estão magneticamente conectadas à Terra. O campo magnético do Sol gira em espiral como um dispersor de água girando em um jardim – efeito a que se dá o nome de “espiral de Parker”.

No diagrama abaixo, vemos que as linhas de força magnética que saem do membro ocidental se curvam e tocam o planeta.

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