
Uma pesquisa recente, noticiada pelo Olhar Digital, está mudando a forma como entendemos as placas tectônicas que compõem o fundo do oceano da Terra. Diferentemente da visão tradicional de que essas placas seriam rígidas e uniformes, os pesquisadores descobriram grandes falhas na placa do Pacífico, revelando um cenário mais dinâmico e complexo do que se imaginava.
Essas falhas, encontradas a vários milhares de metros de profundidade e com centenas de quilômetros de extensão, surgem devido a forças internas enormes que puxam a placa para o oeste. Um sismólogo da Universidade de São Paulo (USP), entrevistado pelo programa Olhar Digital News (assista aqui), revela se isso pode aumentar o número de terremotos na região.
Segundo Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP, em entrevista ao programa Olhar Digital News, a teoria das placas tectônicas é muito recente, surgida em 1915, por isso o campo ainda é tão pouco explorado.
“Nós conhecemos muito mais sobre os outros planetas do que sobre a própria Terra”, afirma Collaço. “O furo mais profundo que já fizeram na Terra chegou a 13 km, sendo que o raio do planeta é de 3.400. Então, a gente tem uma dificuldade muito grande de conhecer o interior da Terra”.
Collaço explica que temos dois tipos de crostas: a oceânica e a continental. “A continental é a mais grossa, chegando perto de 40 km de espessura. E a oceânica tem por volta de 8 km. Esses dois tipos de crosta compõem a superfície das chamadas placas tectônicas, cujo nome técnico é placas litosféricas, porque elas compreendem toda a litosfera da Terra, com parte da crosta e do manto terrestre superior”.
O especialista continua, explicando que essas placas estão em constante movimento. “Já é de conhecimento que nas zonas de subducção, como a placa de Nazca que entra por baixo da placa sul-americana, no Chile, formando os Andes, as placas se deformam durante o contato. Isso já era de conhecimento, essas deformações nas bordas das placas, principalmente nas zonas de subducção”.
Entre para comentar.