
Uma cratera na Lua que ficou famosa por aparecer em uma das fotos mais marcantes da história voltou a chamar atenção – desta vez, como parte de uma missão que busca sinais de vida fora da Terra.
A imagem batizada de “Nascer da Terra”, feita pelo astronauta William Anders durante a missão Apollo 8, em 1968, mostra a Terra surgindo no horizonte lunar, meio iluminada, contrastando com o solo cinzento da Lua.
Nesse registro, que se tornou um símbolo da exploração espacial e da fragilidade do nosso planeta, está em destaque a cratera anteriormente conhecida como Pasteur T, renomeada em 2018 como “Nascer da Terra de Anders”.
Agora, mais de 50 anos depois da captura, essa cicatriz na superfície lunar foi escolhida como local de testes da missão JUICE (sigla em inglês para algo como “Explorador das Luas Frias de Júpiter”), lançada em 2023 pela Agência Espacial Europeia (ESA). A sonda está a caminho de Júpiter, onde vai estudar três dos atuais 95 satélites naturais do planeta em busca de condições para a vida.
De acordo com um comunicado, a cratera ajudou os cientistas da missão a testar o funcionamento do Radar para Exploração de Luas Geladas (RIME), um dos instrumentos mais importantes da espaçonave. Capaz de emitir ondas de rádio e detectar o que está abaixo da superfície, como camadas de rocha e gelo, ele é essencial para investigar o subsolo das luas Europa, Ganimedes e Calisto.
Mas, para funcionar com precisão, o RIME precisa operar em completo silêncio eletrônico – sem barulho de outros instrumentos ligados. Com o objetivo de testar o radar, a equipe desligou todos os outros aparelhos da sonda por oito minutos durante o sobrevoo da Lua, há cerca de um ano, para que ele pudesse fazer suas medições com calma.
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