
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que cerca de um milhão de animais e vegetais estão ameaçados de extinção. O número é assustador e reflete como a ação do homem interfere na natureza.
Mas o ser humano não é o único culpado. Um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) mostra que os fenômenos naturais também podem ser responsáveis pelo fim de algumas espécies.
E quando digo fenômenos naturais, inclua no bolo terremotos, furacões, vulcões e tsunamis. De acordo com os cientistas, eles podem provocar a extinção de 10% das espécies de vertebrados terrestres, o que equivale a 4 mil tipos diferentes de animais.
O trabalho é assinado por pesquisadores de 20 instituições estrangeiras e brasileiras, incluindo o Centro para Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças no Clima (CBioClima) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Instituto Tecnológico Vale (ITV), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
No Brasil, duas espécies estão sob risco devido aos fenômenos naturais: o lagarto-da-areia (Liolaemus lutzae) e o sapo-de-barriga-vermelha (Melanophryniscus cambaraensis).
O primeiro vive na costa fluminense e o possível risco de extinção teve como base um tsunami de baixa magnitude que atingiu a costa do Rio de Janeiro em 2004.
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