Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de junho de 2023 · 2 min de leitura ·

Ferramentas médicas de 2.000 anos revelam tratamentos assustadores

Ferramentas médicas de 2.000 anos revelam tratamentos assustadores

Arqueólogos descobriram recentemente um conjunto raro de ferramentas médicas em uma necrópole perto de Jászberény, a cerca de 35 quilômetros de Budapeste, na Hungria. 

Guardados em dois baús de madeira, os instrumentos incluíam uma pinça (usada para extrair dentes), uma cureta (para mistura, medição e aplicação de medicamentos) e três bisturis de liga de cobre equipados com lâminas de aço destacáveis e incrustados com prata em estilo romano. 

Ao lado dos baús, estavam o crânio e alguns ossos das pernas de um homem que se presume ter sido um cidadão romano que morreu quando tinha entre 50 e 60 anos.

No local, aparentemente intacto por cerca de 2.000 anos, também havia um pilão que, a julgar pelas marcas de raspagem e resíduos de drogas, provavelmente seria usado para moer ervas medicinais. 

Entre os itens mais incomuns estavam uma alavanca óssea, equipamento usado para colocar ossos fraturados de volta no lugar, e a alça do que parece ter sido uma broca para perfurar o crânio.

De acordo com o jornal The New York Times, o instrumentário, adequado para realizar operações complexas, fornece um vislumbre das práticas médicas avançadas dos romanos do primeiro século e até onde os médicos podem ter viajado para atendimento. “Nos tempos antigos, eram ferramentas comparativamente sofisticadas feitas dos melhores materiais”, disse Tivadar Vida, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade Eötvös Loránd (ELTE), em Budapeste, líder da escavação.

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