Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de junho de 2021 · 2 min de leitura ·

Filhotes de rato produzidos com “sêmen espacial” nascem sem nenhum defeito

Filhotes de rato produzidos com “sêmen espacial” nascem sem nenhum defeito

Um grupo de filhotes de rato foi produzido com amostras de sêmen “espacial” armazenado na Estação Espacial Internacional (ISS), como parte de um experimento científico da Universidade de Yamanashi, no Japão. O estudo buscou medir o volume de radiação e o impacto que ela causa no DNA após exposições prolongadas no espaço.

Os filhotes são fruto de esperma congelado e armazenado na ISS por diversos períodos de tempo, enviado de volta à Terra para avaliação dos impactos da exposição na fertilidade dos mamíferos.

Uma vez que não foram constatados problemas de qualquer tipo, o material genético foi usado na inseminação de uma roedora, que pouco tempo depois deu à luz filhotes perfeitamente saudáveis.

A radiação é uma preocupação constante para agências espaciais de todo o mundo. Como a Nasa e outras entidades do gênero enviam astronautas ao espaço por longos períodos de tempo, a exposição à radiação poderia, segundo diversos estudos, causar danos permanentes no DNA dos viajantes.

Pense em quando você “toma sol” sem protetor solar – o risco de desenvolver câncer de pele aumenta. Agora, imagine o mesmo processo no espaço, somente com o traje de astronauta lhe protegendo da incidência direta da radiação solar.

É aqui que entram os pequenos roedores: pelo fato de que seu organismo é similar ao nosso, os ratos são comumente usados em testes para modelar os impactos da radiação do espaço no organismo humano. Originalmente, pensava-se que a exposição à ela traria mutações bem evidentes, o que não se comprovou.

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