Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Fim de uma era: telescópio aéreo da NASA se aposenta, deixando um precioso legado para a Ciência

Fim de uma era: telescópio aéreo da NASA se aposenta, deixando um precioso legado para a Ciência

Lançado em 2010 e tendo iniciado suas operações regulares em 2014, o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha, ou simplesmente SOFIA (acrônimo em inglês), é um telescópio da NASA instalado em um avião dedicado a estudar o cosmos por meio de voos noturnos de 10 horas de duração a cerca de 12 km de altitude da Terra.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital em abril, a agência espacial americana e seus parceiros no Centro Aeroespacial Alemão (DLR) decidiram aterrissar a aeronave para sempre no segundo semestre deste ano, mais especificamente nesta quarta-feira (28), quando terminar sua última missão.

A campanha marca o fim da extensão de três anos dos trabalhos do observatório de 2,7 metros, que fica posicionado em um “buraco” na cauda de um Boeing 747SP para ter vistas infravermelhas do universo. 

Ele será desativado conforme recomendação da mais recente pesquisa astrofísica decadal feita pela NASA, que a cada dez anos solicita aos astrônomos e pesquisadores planetários que determinem quais questões devem ser priorizadas para a década seguinte.

“Conduzido por equipes excepcionalmente talentosas e diversificadas de cientistas, engenheiros e especialistas em aviação, SOFIA realizou uma ampla variedade de feitos científicos que terão um impacto duradouro na nossa compreensão de muitos aspectos da astrofísica, da evolução galáctica, da formação de estrelas e da ciência planetária”, declarou Naseem Rangwala, do Centro de Pesquisa Ames da NASA, que gerenciou os aspectos científicos da missão. 

Em 2020, cientistas detectaram vestígios de água em áreas da cratera lunar Clavius usando dados do SOFIA. “Anteriormente, havia indicações de outras missões de presença de água na parte da Lua iluminada pelo Sol, mas SOFIA foi capaz de confirmá-la inequivocamente detectando uma característica espectral exclusiva das moléculas de água”, disse Rangwala em entrevista ao site Space.com. Desde então, o observatório continuou examinando a Lua e, recentemente, descobriu água também na Cratera Moretus. 

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