
Um estudo recente de pesquisadores da Universidade de Bristol revela projeções alarmantes sobre o futuro distante da Terra. O estudo sugere que o calor extremo, exacerbado pela eventual formação de um supercontinente, poderia levar ao próximo evento de extinção em massa, potencialmente dizimando quase todos os mamíferos, incluindo os humanos, em aproximadamente 250 milhões de anos.
Utilizando modelos climáticos avançados de supercomputador, a pesquisa — publicada na Nature Geoscience — pinta um quadro sombrio de um mundo onde os continentes se fundem para formar um território quente, seco e, em grande parte, inabitável.
Essa fusão, impulsionada por processos tectônicos, não apenas intensificaria os extremos climáticos, mas também aumentaria a frequência de erupções vulcânicas, liberando grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera e agravando ainda mais o aquecimento global.
A perspectiva no futuro distante parece muito sombria. Os níveis de dióxido de carbono poderiam ser o dobro dos níveis atuais. Com o Sol também previsto para emitir cerca de 2,5% mais radiação e o supercontinente localizado principalmente nos trópicos quentes e úmidos, grande parte do planeta poderia estar enfrentando temperaturas entre 40 a 70 °C.
Os cálculos futuros de CO2 foram liderados pelo Professor Benjamin Mills na Universidade de Leeds, que afirma que, apesar do cenário assustador apontado pelo estudo, as projeções podem ser otimistas. “Acreditamos que o CO2 poderia aumentar de cerca de 400 partes por milhão (ppm) hoje para mais de 600 ppm muitos milhões de anos no futuro,”explicou ele, com um adendo: “Claro, isso pressupõe que os humanos parem de queimar combustíveis fósseis, caso contrário, veremos esses números muito, muito mais cedo.”
Eunice Lo, Pesquisadora Associada da Universidade de Bristol e coautora do artigo, enfatiza a importância de ações imediatas para mitigar a crise iminente.
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