
Na segunda-feira (12), o fotógrafo italiano Paolo Palma estava observando o pôr do Sol com Vênus no horizonte quando testemunhou um fenômeno raro: um pedaço do planeta “se separou” e brilhou em azul. Este evento é conhecido como flash azul de Vênus.
Flashes verdes são mais conhecidos e às vezes são vistos quando o Sol se põe no mar. Eles ocorrem devido a inversões de temperatura e fortes gradientes térmicos no ar, que dividem o Sol em suas cores componentes (vermelho, verde e azul) e ampliam o verde em um flash visível sobre ele.
De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, os flashes azuis se formam de maneira semelhante, mas são mais difíceis de observar porque as moléculas de ar e os aerossóis dispersam a luz azul. No entanto, quando o ar está excepcionalmente claro, o fenômeno pode ser visto mais facilmente.
Para isso acontecer, é necessária a combinação de dois fatores: céu limpo e posicionamento adequado do Sol ou planetas próximos no horizonte.
A luz precisa viajar por uma maior extensão da atmosfera terrestre, onde comprimentos de onda mais curtos, como os azuis e violetas, são mais dispersos, enquanto os mais longos, como os vermelhos, laranjas e amarelos, são absorvidos pelas moléculas atmosféricas. Isso permite que os comprimentos de onda médios, como o verde, sejam as cores que chegam ao observador.
Para o flash azul ser visível, o ângulo de observação precisa ser perfeito, como no caso capturado por Palma.
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