
Atualmente, a propulsão no espaço é produzida por propelentes químicos de armazenamento ou usando energia elétrica ou solar. O maior desafio das agências espaciais nesse sentido é que tais métodos estão atingindo seus respectivos limites físicos.
Uma propulsão elétrica de base nuclear (NEP) poderia potencialmente superar essas limitações e lançar missões espaciais em uma nova era, permitindo que a humanidade chegue mais longe do que nunca.
Pensando nisso, a Agência Espacial Europeia (ESA) está financiando vários estudos para uso da propulsão nuclear na exploração do espaço profundo.
Desenvolvido por cientistas norte-americanos, o Projeto ALUMNI, sigla para “preliminAry eLements on nUclear therMal propulsioN for space applIcations“, pretende demonstrar as vantagens do uso da Propulsão Térmica Nuclear (NTP) sobre sistemas de propulsão clássicos, destacando sua potencial lucratividade. Mais importante ainda, avaliando os elementos-chave (tecnologias, capacidades de modelização, instalações de ensaio, etc.) e as características de concepção de segurança para tornar possível a NTP.
Outro projeto, o “pReliminary eurOpean reCKon on nuclEar elecTric pROpuLsion for space appLications” (RocketRoll), é liderado por cientistas da República Tcheca e da Alemanha.
“A propulsão nuclear pode ser mais eficiente do que a propulsão química e superar a propulsão elétrica limitada pela energia solar, permitindo a exploração de lugares que nenhuma outra tecnologia pode alcançar”, disse Jan Frýbort, principal investigador de tecnologia nuclear da Universidade Técnica Tcheca em Praga, em um comunicado. “Este é um grande desafio para futuras missões espaciais além do nosso sistema solar, por exemplo”.
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