Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Fonte dos ventos solares pode finalmente ter sido descoberta

Fonte dos ventos solares pode finalmente ter sido descoberta

O Solar Orbiter da Agência Espacial Europeia (ESA) detectou uma série de jatos curtos e pouco energéticos sendo expelidos por buracos coronais na atmosfera superior do Sol. Essa observação pode finalmente ajudar pesquisadores a entender a origem dos ventos solares.

Os ventos solares são fluxos de plasma emitidos pelo Sol em alta velocidade que podem preencher o espaço interplanetário. Esse fenômeno já foi anteriormente ligado aos buracos coronais, mas como eles exatamente se originam, tem sido um mistério.

Os jatos curtos e pouco energéticos também são chamados picojatos, cada um deles dura de 20 a 100 segundos e expelem plasma a cerca de 100 quilômetros por segundo. Eles foram observados a partir do instrumento Extreme Ultraviolet Imager (EUI) do Solar Orbiter, em imagem do polo sul do Sol, realizados no dia 30 de março de 2022. As imagens foram divulgadas com um novo estudo no dia 24 de agosto de 2023 na revista Science.

Até então, sabia-se que os ventos solares provinham de regiões da coroa solar onde as linhas do campo magnético do Sol ao invés retornarem para dentro elas se estendiam para fora, proporcionando um caminho para as rajadas de plasma caminharem pelo sistema solar. Mas a questão era como o plasma era lançado desses buracos.

Agora, com as novas imagens da Solar Orbiter, pode-se observar que as partículas ionizadas são expelidas da atmosfera solar, com cada jato liberando uma pequena quantidade de plasma. Isso aponta que o vento solar provavelmente não tem um fluxo tão contínuo e constante como se pensava.

Um dos resultados aqui é que, em grande medida, este fluxo não é realmente uniforme, a onipresença dos jatos sugere que o vento solar dos buracos coronais pode originar-se como um fluxo altamente intermitente.

Compartilhe