
No Uruguai, pesquisadores encontraram um fóssil de animal pré-histórico que tinha lesão no osso de seu calcanhar. Essa descoberta tem potencial de mudar o que sabemos da ocupação humana nas Américas.
O fóssil em questão é de uma preguiça-gigante (Lestodon armatus) e o achado indica que a intervenção humana começou há 33 mil anos, dez mil anos antes do que se imaginava até hoje.
Essa constatação indica que a lesão seria compatível com ação de estocada, muito possivelmente querendo imobilizar a preguiça.
O fóssil vai contra o que pensamos atualmente sobre a chegada dos humanos às Américas, algo que, supostamente, aconteceu há cerca de 23 mil anos.
Isso, pois, a lesão constatada no fóssil sugere uma caça ativa da megafauna no sul da América do Sul antes mesmo do período do Último Máximo Glacial, que se passou entre 26,5 mil e 19 mil anos atrás.
No estudo, publicado no Swiss Journal of Palaeontology, os pesquisadores dizem que, “se confirmada, esta ferida em um fóssil de animal redefine nossa compreensão da adaptação humana a ambientes de megafauna”.
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