Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de outubro de 2021 · 2 min de leitura ·

Fóssil de inseto de 100 milhões de anos intriga cientistas

Fóssil de inseto de 100 milhões de anos intriga cientistas

Cientistas encontraram um fóssil incomum de uma larva de inseto da ordem Neuroptera (que inclui animais conhecidos como “formigas-leão“, similares às libélulas) com características diferentes aos exemplares com os quais convivemos hoje, estimando que ele tenha vivido há cerca de 100 milhões de anos em florestas que, hoje, correspondem à região do Mianmar (ou Burma).

Ao contrário de outros tipos de fósseis, porém, o espécime encontrado está bastante preservado em âmbar, quase como se ele fosse capturado em resina artificial de algum projeto artístico, o que permite – em teoria – um estudo mais aprimorado de suas características.

“Normalmente, a morfologia externa dos insetos é muito bem cuidada durante o processo de fossilização. Parece até que eles foram inseridos em material sintético”, disse o Professor Joachim T. Haug, do Departamento de Zoologia e Entomologia da Universidade Ludwig Maximillian (LMU), em Munique, na Alemanha, ao site Phys.

Entre os traços mais estranhos, o especialista destaca os apêndices mais alongados – como as pernas e estiletes (a “boca” de alguns insetos, a parte mais longa da cabeça, na imagem acima), que parecem agulhas de seringas finas.

“Assim como em todas as espécies modernas de neurópteros, essas larvas provavelmente virariam predadores, mas ainda não sabemos nada sobre possíveis presas”, disse Haug.

A estimativa desses fósseis serem de 100 milhões de anos atrás incorpora mais peso à descoberta: na mesma época, correspondente ao período cretáceo, estima-se que caminhavam pela Terra os maiores dinossauros – incluindo o argentinossauro, tido em alguns círculos como o maior animal que já viveu em toda a história.

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