
Um grupo de pesquisadores acabou de descobrir um fóssil que é mais velho que os primeiros dinossauros. O pedaço de osso pertencia a um monstro marinho que viveu a cerca de 246 milhões, sendo o fóssil mais velho do tipo encontrado no hemisfério sul.
Até então, os achados que indicam a migração dos répteis para o oceano nesse mesmo período haviam sido encontrados apenas no hemisfério norte, tendo sido descobertos na ilha ártica de Spitsbergen, no noroeste da América do Norte e no sudoeste da China. Mas agora, Benjamin Kear, autor principal da pesquisa publicada no Current Biology, aponta que esse fóssil encontrado na Nova Zelândia ajudará a entender melhor a história dos répteis no hemisfério sul.
Mostramos que estes antigos répteis marinhos viviam num ambiente costeiro raso repleto de criaturas marinhas dentro do que era então o Círculo Polar Sul.
O réptil é um sarcopterígio, ancestral dos plesiossauros, e na época em que era vivo, a Nova Zelândia se encontrava na costa polar sul do oceano Panthalassa. Até então, os achados de notossauros tão antigos quanto esse haviam sido encontrados apenas na costa norte desse antigo oceano, assim, essa descoberta muda o que sabíamos sobre a origem e a forma como esses animais se espalharam.
A pesquisa usou um modelo evolutivo das distribuições globais dos sauropterígio e descobriu que os notossauros provavelmente surgiram próximo ao equador, para depois se espalharem tanto para o norte quanto para o sul, logo após o cataclismo global que deu origem a Era dos Dinossauros.
O início da Era dos Dinossauros foi caracterizado por um aquecimento global extremo, que permitiu que estes répteis marinhos prosperassem no polo sul. Isto também sugere que as antigas regiões polares foram uma rota provável para as suas primeiras migrações globais, tal como as épicas viagens transoceânicas empreendidas pelas baleias hoje.
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