
Paleontólogos do Museu Real de Ontário, no Canadá, detalharam em um novo paper a descoberta de um parasita do Período Cambriano, há cerca de 500 milhões de anos, em meio a um “tesouro” de outros fósseis da mesma época.
O fóssil que levou à descoberta do parasita eventualmente o fez ser nomeado Stanleycaris hirpex e, segundo as representações criadas a partir das informações, ele é bem parecido com qualquer antagonista de algum filme de suspense baseado em ficção científica.
Basicamente, o S. hirpex contava com três garras projetadas de sua boca, além de três olhos e um corpo alongado cheio de patas – o que o faz, segundo os especialistas, ser muito parecido com uma escova de dentes.
A descoberta veio da região da Colúmbia Britânica, no extremo oeste canadense, especificamente, na formação rochosa conhecida como Burgess Shale, amplamente conhecida no ramo da Paleontologia como uma área de alta riqueza de fósseis extremamente bem preservados.
Tal é o caso do fóssil do nosso amigo parasita, cuja presença nas amostras retiradas contabilizou “dúzias” de espécimes, alguns até mesmo com o cérebro preservado: “eles estão incrivelmente conservados e mostram detalhes bastante refinados”, disse Joseph Moysiuk, autor primário do estudo e estudante de doutorado em Ecologia e Biologia Evolucionária pela Universidade de Toronto.
“Antes disso, havia apenas alguns cérebros fossilizados do Período Cambriano, mas mesmo isso é algo ainda muito raro, e observado apenas nos últimos 10 anos, mais ou menos”, disse o especialista. “A maior parte das espécies que encontramos com cérebros fossilizados contabilizam um ou dois indivíduos”.
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