
Em 2011, o maior terremoto da história do Japão atingiu a região de Fukushima, provocando um tsunami que destruiu parte da usina nuclear em operação no local. Como consequência da tragédia, uma zona de exclusão de 20 quilômetros foi criada. Mas, mais de uma década depois, a região já voltou a ser habitada?
A zona de exclusão de Fukushima foi inicialmente delimitada em um raio de 20 quilômetros ao redor da usina, deslocando cerca de 160 mil pessoas. Algumas áreas além desse limite, que apresentaram altos índices de radiação, também foram bloqueadas. Com o passar dos anos, porém, muita coisa mudou.
O governo iniciou um processo de descontaminação, removendo solo contaminado e limpando edifícios para reduzir os níveis de radiação. Isso permitiu que algumas áreas voltassem a ser ocupadas anos após o terremoto.
A maior parte das cidades, como Naraha e Tomioka, foi parcialmente reaberta após ser considerada segura, permitindo que alguns moradores retornassem. No entanto, regiões mais próximas da usina permanecem altamente restritas, com acesso permitido apenas para trabalhadores autorizados e pesquisadores.
A cidade de Futaba foi o último dos 11 distritos a suspender sua ordem de evacuação. No entanto, ela não foi liberada totalmente, e apenas 10% dos moradores decidiram voltar inicialmente.
A radiação ainda representa riscos de câncer, infertilidade e outras doenças. Algumas áreas são liberadas para visitas, mas outras só podem ser acessadas por equipes especializadas. A descontaminação total de toda a região pode levar até 30 anos.
Entre para comentar.