
Dentre as consequências observadas na passagem do furacão Ian pela Flórida, nos Estados Unidos, está um fenômeno conhecido como maré de tempestade reversa ou negativa. Esse efeito faz com que a água do mar desapareça, a partir da aproximação do fenômeno, e retornem após sua passagem.
Segundo a BBC News, moradores próximos da Baía de Tampa e de outras áreas até chegaram a se aventurar e caminhar sobre as algas marinhas, que ficaram expostas antes da passagem do furacão Ian que atingiu a terra firme com ventos de 240 km/h.
Diante do burburinho nas redes sociais e da audácia das pessoas que visitaram a área, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA emitiu um alerta para que a população evitasse a região, pois “a água vai voltar”. Além disso, eles reforçaram que, em qualquer local onde esse fenômeno tenha acontecido, não era recomendado que as pessoas caminhassem por ele.
Winds from #HurricaneIan pulling water out of Tampa Bay. This is North Shore drive near downtown StP 🎥 Jordan Hallsted pic.twitter.com/fm5fm6Q63i
Várias pessoas que passavam se aventuraram a se aproximar e caminhar sobre as algas que ficaram expostas. O Centro Nacional de Furacões também alertou para essa situação e deu ênfase nas “ondas catastróficas” que seriam formadas com o retorno da água.
A maré de tempestade reversa ocorre quando os ventos dos ciclones tropicais que se formam ao norte do Equador, circulam no sentido anti-horário, ou seja, da direita para a esquerda. A costa oeste da Flórida, localizada na direção oposta da rotação do ciclone, e ao norte, acaba sofrendo o recuo da água para o oceano graças à força dos ventos formados.
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