
Um dos maiores mistérios do Universo pode ter sido desvendado, trazendo um provável vislumbre do futuro da Via Láctea. Cientistas acreditam ter descoberto o segredo por trás da aparência sinistra da famosa “Galáxia do Olho Maligno”, apelido mais do que propício para o sistema cósmico M64.
Posicionada no vácuo abissal do espaço, a cerca de 1,4 milhão de anos-luz da Terra, essa galáxia parece lançar um brilho aterrorizante sobre o cosmos, com uma nuvem de poeira emoldurando sua periferia visível como um hematoma escuro.
De acordo com o site Science Alert, já era de conhecimento dos astrônomos que o disco externo rico em hidrogênio orbita na direção oposta ao disco interno de estrelas da galáxia, o que sugere origens distintas para cada um.
Agora, uma nova pesquisa descobriu que o gás hidrogênio do disco externo veio de uma galáxia anã satélite menor e rica em gás recentemente canibalizada pela M64 e agregada a ela. De acordo com esse estudo, é o material dessa galáxia menor que está escurecendo os contornos do tenebroso Olho Maligno.
Estimativas da massa e do conteúdo da vizinha devorada sugerem que ela era muito semelhante à Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã satélite da Via Láctea que um dia será incorporada à massa maior. Isso significa que o que está acontecendo no Olho Maligno pode se repetir na nossa própria galáxia futuramente.
Liderado pelo astrônomo Adam Smercina, da Universidade de Washington, nos EUA, o artigo que descreve as descobertas está disponível no servidor de pré-impressão arXiv e foi aceito para publicação pelo periódico científico The Astrophysical Journal Letters.
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